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Liderança para a excelência da vocação

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Catequese Preparatória 1 - XVI Assembleia da Província - Agosto de 2017
Tema: "Liderança para a excelência da vocação"
Autora: Irmã Adriana Felipe Duarte

Apresento-lhes com alegria o pensamento de São Vicente sobre a vocação vicentina. Uma herança inestimável para o mundo: o carisma vicentino.

A felicidade dos cristãos consiste em ser agradável a Deus. E o modo de agradar a Deus pode ser se dedicando ao cuidado da família de acordo com os Mandamentos da Lei de Deus, ou, se entregando a ele num estado religioso que leve a perfeição.

Para ser um bom filho de Deus devemos: deixar tudo: pai, mãe, bens e pretensão ao lar; Deixar a si mesmo, por que se deixar tudo e se conservar a vontade própria, se não deixa a si mesmo, nada fez; Honrar a Jesus Cristo e servir aos pobres, tornando–os um amigo de Deus. É preciso falar aos pobres numa linguagem onde sintam o desejo de glorificar a Deus e conquistar a salvação. Que alegria ver no paraíso essas almas que com o seu testemunho dão glória a Deus. “Os pobres a quem ajudamos são nossos intercessores junto a Deus”.

Porém, é preciso que trabalheis na sua santificação, pois “de que serviria conquistar todas as almas para Deus, se perdêssemos a vossa”?

Um bom meio de vos aperfeiçoardes é a mortificação dos sentidos como nos ensina São Paulo “é necessário mortificar vossos membros, para que como serviram a iniquidade sirvam agora a justiça”. (Rm 6,19)

“Os sentidos exteriores e interiores são janelas por onde o mal pode entrar no coração. Mantende a moderação da vida; Abstendes do olfato e suportai o mau cheiro dos pobres”. 

Ao ler São Vicente percebemos a alegria, a realização e o prazer que sente no Serviço dos Pobres. Isto será para nós uma motivação forte para servir aos pobres. A mortificação dos sentidos revela o zelo pelas coisas de Deus A orientação sempre fundamentada na Sagrada Escritura revela a forte experiência de Deus vivida por nosso fundador. 

Quando São Vicente mobiliza homens, mulheres, Senhoras e jovens, para o serviço dos pobres sentimos a liderança de São Vicente, a qual foi despertada por amor a Deus e aos pobres. Ele mesmo afirma que “o amor é inventivo ao infinito”. Não nos preocupemos muito com a formação de líderes, dediquemo-nos a amar o próximo e a liderança será desenvolvida naturalmente de acordo com a necessidade.

“Aperfeiçoem-se na vocação a que Deus vos chamou e que Ele vos una mais perfeitamente no seu amor”.

Eis-nos aqui para falar da excelência da vossa vocação!

O fim da vossa vocação é fazer-vos conhecer os desígnios de Deus na terra, pois todos os artistas no mundo têm algum fim nas suas obras. O próprio Deus não fez nada sem algum fim, cada obra o seu próprio fim e regulamento. 

Os capuchinhos, formar homens na penitência;
Os cartuxos, honrar a solidão e cantar seus louvores;
Os jesuítas são de levar uma vida apostólica, etc.
Os vicentinos são de amar, servir e honrar a vida de seu Filho na terra e a Santíssima Virgem. Amar mais que tudo e a si mesmos; servir a todos os pobres, indistintamente, corporal e espiritualmente. Honrar a vida de Jesus Cristo como fonte e modelo de toda caridade...

Podeis fazer todo o bem que quiserdes, se o não fizerdes bem, de nada vos servirá. São Paulo nos ensina. Dai os vossos bens aos pobres. Se não tiverdes caridade nada tereis feito; ainda que désseis a vossa vida. 

Quem está em caridade está em Deus e Deus nele.

Deveis obedecer aos seus princípios da Igreja e guardar a unidade de espírito. Peçam a Deus todos os dias o dom da vossa vocação. Ofereçam ações em intenção da sua fidelidade a vocação. Outro meio é querer ser verdadeiro (a) servo (a) dos pobres.

Dizei em vosso coração: “Sim meu Deus, de todo o meu coração eu desejo e quero ser vosso (a) servo (a) mediante a Vossa Santa Graça”.

Humilhai-vos muito e procurai tornar-vos perfeitos e santos, e, que a vosso exemplo atraia uma geração ainda melhor, porque de ordinário cada coisa produz outra semelhante. Não sejais a causa de que a vosso exemplo, pessoas imperfeitas sejam encarregadas do serviço dos pobres.

É bom também mortificar o gosto, aceitando o que não nos agrada e ir para a mesa sem demonstrar preferências.

O sentido do ouvido é ainda uma perigosa janela pela qual o que nos dizem entra algumas vezes tão fortemente no coração que se seguem mil e mil desordens.

A caridade muitas vezes corre perigo por causa dos sentidos.

Mortifiquemos o tato, abstendo-se de tocarem, por deleite sensual em pessoas levianas. A prática desta mortificação ajuda-vos a realizar os desígnios de Deus com mais perfeição.

Falando da beleza da vocação de servir aos pobres, São Vicente fez com tanta unção que as pessoas se prontificavam a viver esta vocação.

O Senhor Padre Vicente penetrado de grande fervor, começou a elevar o seu coração e a olhar para o céu e pronunciou estas palavras: “Ó meu Deus, nos vos entregamos a Vós, concedei-nos a graça de viver e morrer na observância perfeita duma verdadeira vocação de amar e servir aos pobres. Eu vo-la peço para estas pessoas presentes e ausentes. Peço-vos esta graça pelo vosso santo amor”. 

Comentar não se faz necessário, espero que esteja simplesmente apreciando com avidez esta obra divina que é manifestada pelas palavras de São Vicente.

“Desejo que estejam sempre unidos! Como este desejo é justo... pois onde está a união e o acordo, estão o amor de Deus e do próximo, e onde está a desunião está o ódio de Deus e do próximo. A união produz paz e tranquilidade”.
O respeito por temor nem é cordial nem verdadeiro. O respeito deve ser sempre acompanhado duma sólida cordialidade, isto é, de consideração à maneira de como os anjos se respeitam mutuamente. Deus nos amou com um amor tão cordial, que se quis entregar a Si mesmo e humilhar-se até se tornar como um pecador.

Celebrando os 400 anos do Carisma Vicentino e analisando a obra de São Vicente, vimos que um dos segredos da vitalidade do carisma é a sua clareza e amplitude. Se o objetivo é Servir aos pobres e pobres sempre tereis, como afirma Jesus, podemos sentir a perenidade da obra. Isto nos enche de alegria, mas também de responsabilidade por ser esta a preocupação do fundador, pois a infidelidade no Serviço compromete o bom andamento da obra. É um serviço exigente, necessário, e, sobretudo, santificante.

Se não praticarmos nossas regras não seremos virtuosos. Não seremos bons servos.

Os marinheiros estão em segurança enquanto obedecem a suas regras de navegação. Acontece o mesmo com as comunidades. A vossa vocação é a vossa direção e as vossas regras, a vossa segurança.

Sempre que eu vejo em uma Assembleia, os jovens criando leis segundo os interesses de jovens com sede de poder, querendo ultrapassar os limites de tempo, idade e princípios, desejo que haja uma melhor leitura e compreensão do carisma. Sabemos que as regras humanas escravizam e até matam. No entanto, a Lei de Deus nos liberta e nos renova. O julgo de Cristo é suave. Cabe a nós amar as nossas regras, preservá-las e assumi-las como sendo o nosso Evangelho. Elas são normas baseadas nas leis divinas. Amar as nossas regras era uma preocupação de São Vicente, não por subserviência, mas por submissão e conformidade com os princípios cristãos. Acatemo-las.

“Servindo aos pobres, servimos a Jesus Cristo. Isto é tão verdade como estamos aqui. Uma pessoa poderá ir dez vezes ao pobre por dia e dez vezes por dia encontrará Deus”.

Espero que as Palavras de São Vicente ardam em seu grupo e irradie na sociedade o fogo da Caridade. Somos Vicentinos e os pobres estão à nossa espera. Espera-se honestidade na política, justiça social, igualdade de direitos... Espera-se conhecer a Deus. Você está esperando o quê? Corra!

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