Equipe de Comunicação

Carta-circular 04/2017

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Fortaleza, 26 de julho de 2017
“No tempo favorável eu lhe responderei” (Is 49,8)

Carta-circular 04/2017
À Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo reunida para o Tempo Forte da Província de Fortaleza

Caríssimas co-irmãs, como família celebramos neste ano de 2017 os 400 anos dos acontecimentos fundacionais do Carisma Vicentino em Folleville e Châtillon. Vicente de Paulo entendeu que as pessoas que encontrou em vulnerabilidade não estava naquela situação porque Deus queria, mas porque eram empobrecidas por um sistema que privilegiava uns poucos poderosos em detrimento dos muitos sujeitados. Falar sobre a recusa daquele sistema ao Reino de Deus foi a teologia, primeiramente entendida por Vicente nas Sagradas Escrituras, e depois transmitida por ele às primeiras voluntárias da AIC, aos primeiros padres da Congregação da Missão e às primeiras Filhas da Caridade, que libertou muitos oprimidos nestes quatro séculos.

Temos aprendido dos ramos mais experientes desta Família Vicentina – de um modo particular de vocês, Filhas da Caridade – os conselhos e práticas de São Vicente. Esta transmissão pelas irmãs aos jovens, da herança dos Santos Fundadores, tem acontecido nestes 187 anos de Juventude Mariana Vicentina em suas escolas e obras, onde estão nossos grupos acompanhados por algumas de vocês que juntamente às religiosas de outras Congregações, padres e leigos têm exercido no mundo o papel da assessoria; apesar desta tarefa poder hoje ser compartilhada por tantos outros, provoco vocês a tomarem para si o sentimento de possuidoras desta missão, pois pela vontade expressa de Deus, revelada pela Virgem Maria, que uma Filha da Caridade foi a primeira assessora: Catarina Labouré.

Quando em 1997 o leme da Associação dos Filhos de Maria girou, fazendo a proa apontar para a juventude, o mundo passou a falar em Juventude Mariana Vicentina. Desde então os desafios têm sido muitos e aqui quero elencar os quais vocês estão intrinsecamente implicadas, dado um processo histórico de colaboração que há entre nós; desafios enfrentados pela nossa Província de Fortaleza da JMV, e não problemas, pois podem ser vencidos:

ACERCA DOS GRUPOS
1) De todas as comunidades da Província de Fortaleza das Filhas da Caridade, somente em sete há grupos da JMV. Das sete comunidades, somente em três há Filhas da Caridade que assessoram os grupos da JMV e todas as sete comunidades são em Colégios.
2) Nos Colégios há pouca inserção da JMV, pela direção, nas atividades curriculares, impossibilitando uma maior relação entre os estudantes e os grupos. Faz-se necessário estreitar as relações da JMV com as escolas e às Filhas da Caridade, em modo geral, pois de mãos dadas poderemos edificar nosso carisma e construir vocações vicentinas.
3) Seria interessante que houvesse uma participação da JMV na gerência da Pastoral da Primeira Comunhão e da Pastoral do Crisma, possibilitando que os estudantes desemboquem na JMV uma vez que receberam o sacramento após o processo catequético oferecido pelo Colégio.
4) Uma aproximação das Filhas da Caridade aos grupos da JMV seria muito importante. Não só para a melhoria do grupo na questão espiritual, como também na formação vicentina, propagação do carisma e no despertar de vocações para a Companhia das Filhas da Caridade, considerando que por várias vezes a JMV foi um celeiro de vocações vicentinas.

ACERCA DA PROVÍCIA DA JMV
1) Com o redimensionamento geográfico da JMV no país em 1976 nasceram as províncias da JMV no Brasil. Naquele ano, durante o encontro nacional de responsáveis da Associação, já se apontava a urgência de uma organicidade em cada província, onde a JMV poderia possuir uma sede própria ou adquirir um espaço emprestado com algum ramo da Família Vicentina. Este local teria a finalidade de ser um centro irradiador do carisma e promotor da unidade da Associação em parceria com os ramos. 41 anos depois essa urgência nunca foi atendida na Província de Fortaleza. Neste sentido, em janeiro deste ano estive com a visitadora Irmã Ana Amélia Guedes da Cunha numa conversa informal por ocasião de sua presença no Encontro Nacional de Desembocados da JMV. Nesta conversa, falei da importância do trabalho com as irmãs nas ações de caridade concretas. Apresentei a ideia de um projeto voltado às pessoas em situação de rua que poderia ser executado em parceria. Também falamos da possibilidade de conceber a sede da JMV no prédio do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde as irmãs moravam. Marcamos de nos encontrar posteriormente para discutir melhor a ideia, mas este segundo encontro não aconteceu.
2) Atualmente, estamos com dificuldades no acesso à assessora do Conselho da Província, Ir. Regina Souza. Não compreendemos o que está acontecendo. Tentamos contato com ela por várias vezes, assim como, também com Ir. Ana Amélia para saber informações, no entanto, não tivemos retorno. Se houver algum esclarecimento, peço que nos informem ou nos direcionem à outra assessora. A presença de uma Filha da Caridade no Conselho da Província da JMV é importante.

Gostaria, muito respeitosamente, de contar com o olhar das senhoras sobre estes desafios e que o Conselho Provincial de vocês ou toda a Companhia, durante esta Reunião do Tempo Forte, apontasse para nós caminhos que possamos trilhar juntos rumo à um aperfeiçoamento das nossas relações. Tenho certeza que a JMV tem muito a colaborar com as vossas missões, tanto quanto vocês têm colaborado conosco nestes anos todos. Nos deixem ajudar!

Por fim, convido todas para a XVI Assembleia da Província de Fortaleza da Juventude Mariana Vicentina que acontecerá em Fortaleza, nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2017 no Recanto do Sagrado  Coração de Jesus, sob o tema “Temos uma história juntos” em alusão aos 150 anos de presença que comemoramos no Ceará neste ano e o lema “Aqui estou” proposto pela JMV Internacional para todo o ano de 2018.

Recebam as nossas orações e continuem rezando por nós. 

Atenciosamente,

CATARINA ÉRIKA MORAIS LIMA
Presidente

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