JMV Fortaleza

PROVÍNCIA DE FORTALEZA REALIZA SUA XVI ASSEMBLEIA PROVINCIAL

A JMV Província de Fortaleza realizou entre os dias 8, 9 e 10, a sua XVI Assembleia Provincial. Com o tema: "Temos uma história juntos, foram vividos momentos de resgate e união. Foi ocasião também para a eleição do novo Conselho Provincial, que estará à frente da Associação até o ano de 2019.

O evento aconteceu no Recanto do Sagrado Coração de Jesus, em Fortaleza, casa das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. O evento reuniu cerca de 30 jovens, vindos dos diferentes regionais da JMV. Durante a Assembleia, os jovens discutiram as propostas para os próximos dois anos, bem como os planejamentos e atividades realizadas, e ainda, resgataram inúmeros momentos e pessoas que fizeram a JMV ser mais forte e missionária.

Não esquecendo do cunho civil que os jovens vicentinos devem ter, Ismênio Bezerra, desembocado da JMV, partilhou sobre a presença civil da qual a JMV precisa estar inserida. Um momento de partilha que incentivou os jovens a buscar fazer o diferencial.

Esta Assembleia encerra o ano positivo do qual viveu a Família Vicentina em Fortaleza. Com a juventude inserida nos diversos campos de festejos pelos 400 anos do Carisma, foi perceptível ver a determinação dos jovens para com o trabalho pela JMV.

A programação da Assembleia foi bem diversificada. Os corações atentos dos jovens ressoaram como grande manifestação de fidelidade ao chamado de Maria e de São Vicente de Paulo. 

O Conselho da Província agora está composto pelos seguintes jovens:

-José Claudio Oliveira - Presidente.
-Claudiney Carvalho - Vice-Presidente.
-Bruno Camilo - Secretário
-Córa Vale - Vice Secretária 
-Leonardo Ângelo - Tesoureiro
-Xavier Júnior - Vice-Tesoureiro

E assim buscamos intensamente servir os pobres, os nossos senhores e mestres. Inicia-se um tempo de muitas graças para a JMV.

A Cristo por Maria!
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Líderes bíblicos inspiram Vicente de Paulo na caridade organizada

Catequese Preparatória 2 - XVI Assembleia da Província - Setembro de 2017
Tema: “Líderes bíblicos inspiram Vicente de Paulo na caridade organizada”
Autora: Catarina Érika Morais 


         
Setembro é mês da Biblia e do nosso patrono São Vicente de Paulo, o homem que confiou piamente na palavra de Deus e procurou ter a Bíblia Sagrada como base na sua missão. O Evangelho inspirou Vicente de Paulo a iniciar o Carisma Vicentino que deixou marcas até hoje na vida de tantas pessoas. “Tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me” , foi uma das passagens bíblicas mais importantes que construiu sua vida de devoção aos Pobres, que para ele eram Senhores e Mestres.
          Não é novidade que a Biblia deve ser base na nossa caminhada de cristãos. A Bíblia nos traz muitas respostas. Para São Vicente de Paulo, isso não foi diferente. Tudo que Vicente de Paulo pregou sobre o amor aos Pobres, ele aprendeu com o próprio Cristo, tomando a Biblia como guia. Jesus falava dos Pobres e pecadores com amor, pregava a Boa Nova e ensinava a olhar o outro com misericórdia.
        O olhar misericordioso que Jesus ensina no Novo Testamento, confirma o que os antigos profetas disseram no Antigo Testamento. O profeta Isaías, por exemplo, fala do verdadeiro jejum:
 “Acaso não é este o jejum que escolhi? Que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo? E, que deixes ir livres os oprimidos, e despedaces todo jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os Pobres desamparados? Que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?” .
   São Vicente de Paulo se entregou no serviço aos Pobres e acreditava que praticar a caridade era muito mais que dar um prato de sopa. Era necessário tornar-se tudo para todos, entrega total. 
             Foi assim que São Vicente se permitiu ser na vida dos Pobres e opri-midos, se baseando também nas palavras do Apóstolo Paulo, “com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos...; tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo custo” . 
  No livro do Eclesiástico, Deus nos aconselha: 
“Estende a mão para o Pobre, a fim de que sejam perfeitos teu sacrifício e tua oferenda. Dá de boa vontade a todos os vivos, não recuses esse benefício a um morto. Não deixes de consolar os que choram, aproxima-te dos que estão aflitos. Não tenhas preguiça de visitar um doente, pois é assim que te firmarás na caridade. Em tudo o que fizeres, lembra-te de teu fim, e jamais pecarás” .
A prática da caridade sempre será nossa porta de acesso ao Reino de Deus. A caridade é um tema comum na Bíblia Sagrada. A grande questão é que pouco se lê a Bíblia e quando se lê algo sobre caridade, muitos entendem o superficial do assunto e acham que praticá-la é simplesmente realizar ações de assistencialismo. 
       Muitos também procuram a Deus nas orações, mas esquecem que podem encontrá-lo também nas atitudes do dia-a-dia, praticando a miseri-córdia. Uma fé não se fortalece somente entre quatro paredes, de joelhos. A oração é importante para nos fortalecer, mas não basta, é necessário ir além alcançando o coração do outro, é isso que Cristo nos ensina no Evangelho. 
          Na carta de Tiago, no Novo Testamento, explica bem sobre a fé: 
“de que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se’, sem, porém, lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” . 
 A Bíblia foi escrita há muitos anos, mas pode-se dizer que ela ainda é atual às necessidades do homem na fé. É necessário a leitura orante e decisão para praticar o que ela fala sobre caridade. Para Vicente de Paulo o segredo estava apenas em seguir o evangelho. Ele procurava imitar e honrar a Cristo por meio da caridade. E, nós Vicentinos, como honramos e imitamos verdadeiramente o Cristo hoje na nossa missão? 
É necessário ler a Bíblia, refletir, rezar e pedir sabedoria para que, de fato, nossa caminhada de Vicentinos, fieis à caridade, seja mais concreta. O amor é a base de tudo e quem diz isso é o próprio Cristo: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças'. O segundo mandamento é este: 'Ame o seu próximo como a si mesmo'. Não existe mandamento maior do que estes" . 
       Se Cristo nos fala sobre o amor ao próximo, porque ainda temos tanta dificuldade em enxergar o coração do outro, compreender suas necessidades e amá-lo de verdade? O Amor e a Caridade estão sempre ligados, é impossível praticar a caridade sem amor. Caridade sem amor, não é caridade. São Vicente foi a prova viva disso tudo.  

DICA DE LEITURA
Livro: “Contra as pobrezas, agir juntos!”
Autor: Mizael Donizetti Poggioli
Peça o seu: mizaelpoggioli@uol.com.br

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Dom Nelson Francelino analisa os 10 anos de evangelização das juventudes desde Aparecida

10 anos do Documento de Aparecida e a Pastoral Juvenil tem a urgência de discípulos e missionários para uma Igreja jovem em saída.

Foto: Gustavo de Oliveira
De 13 a 31 de maio de 2007 acontecia a V Conferência Episcopal Latino-Americana e do Caribe, na cidade de Aparecida. Esta conferência apontou várias direções e caminhos para toda a igreja latino-americana e caribenha em vista a um estado permanente de missão. Muitos deles  foram extraídos do espírito mesmo do Concílio Vaticano II, este que representou uma "guinada copernicana” sobre todos os projetos e modelos evangelizadores, bem como da nossa maneira de pensar e fazer a Pastoral Juvenil. 

Em sintonia com as prerrogativas da Conferência de Aparecida, também surge o marco referencial da Pastoral Juvenil, ou seja, o Documento 85 da CNBB que nos apontam caminhos novos para intensificarmos a evangelização da juventude. Esses dois documentos foram acolhidos como um sopro do Espírito Santo na vida da Igreja juvenil do Brasil. 

Podemos destacar algumas  linhas de frente desses dois Documentos:
1 - A promoção humana e que abre as perspectivas para que os seres humanos se relacionem, respeitando a pluralidade e a reciprocidade. Na era das redes sociais, continua este ponto atual. Como precisamos promover o ser humano para que este seja sujeito de seu próprio desenvolvimento e se insira na comunidade. Como é importante que uma igreja missionária esteja voltada para o tema da vida que ameaça a tantas pessoas.
2 - A conversão pastoral, esta ainda é desafiadora em nosso tempo.  Somos convidados a superar uma igreja de cristandade, para uma pastoral orgânica e estruturada. Creio que demos passos significativos, através da Rota 300 com seis eixos, no aprofundamento da compreensão acerca da proposta do Setor Juventude nas dioceses com vista a atenção às atenções eclesiais para várias situações de riscos em que vivem nossos jovens. Mas ainda não podemos ser vencidos pelos limites, e nesse meio tempo fomos agraciados por Deus, que nos concedeu o Papa Francisco que, através de seu pontificado, leva o mundo inteiro às intuições do Documento de Aparecida, incentivando a testemunharmos uma igreja em saída, para que possamos estar nas diversas periferias existenciais e geográficas. 
3 - O itinerário catequético para fazermos novos discípulos missionários. O caminho apontado nesses anos e sempre inspirador em Aparecida foi:
a) A experiência da fé – em tempos que dormimos em cima do relógio, sempre é urgente e devemos ter a ousadia do despertar para a fé no encontro pessoal com Cristo e sua experiência profunda.
b) Formação bíblica e teológica – para todos os agentes. 
c) Uma Igreja da acolhida – a valorização de cada experiência de evangelização juvenil com a estruturação e valorização do Setor Juventude nas (arq)dioceses.
d) Um compromisso missionário de todas as expressões em defesa da vida em todas as suas etapas e expressões. Aqui tanto nos serviu a Evangelium Gaudium do Papa Francisco, a Laudato SI, o Docat e tantos outros apontamentos do seu brilhante Pontificado.

A Pastoral juvenil muito ainda tem que aprimorar do Documento de Aparecida, já demos inúmeros iniciativas, inspiradas nos três eixos traçados para o Rota 300: estruturação, missão e assessoria.

O Papa Francisco muito tem nos ajudado. Ele conhece bem o texto do Documento de Aparecida, pois foi secretário e relator da Conferência. A estrada para implantá-lo é longa.  O Documento precisa ser ainda testemunhado com maior empenho na vida pública, no mundo urbano e no mundo das comunicações.

Em tempos que precisamos de muitas respostas, nos unamos com todas as nossas expressões e com todos os que assumem seu batismo, trabalhando pelo Reino nesta causa. A causa do Reino da Vida para todos. Ainda precisamos de muitos testemunhos em muitos lugares que necessitam de luz no meio das sombras em que se vive. Mas, a Pastoral Juvenil, sempre se empenhando no diálogo e apoiando toda e qualquer forma das expressões, está fazendo sua parte. 

Dom Nelson Francelino Ferreira, aos participantes do II Encontro Nacional 
de Revitalização da Pastoral Juvenil (Brasília, 7 - 9 de setembro de 2017)
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